Homenagens

DorinAldir: bom de se ver e de se ouvir

Por Luís Pimentel - 30/05/2016

Dorina cantando Aldir é, sim, quase um verso. De dores e de cantares, como todo bom verso de pé quebrado e olho roxo.
    Conheço esses dois como a palma do ouvido. A cantora me encanta quando canta; o poeta me arrebata quando espanta. Dorina é aquela voz que a gente gostaria de ficar ouvindo quando nada mais restar. Blanc é aquele cara que a gente quer ser quando crescer, quando aprender a viver, quando souber poetar.


O bardo que já foi chamado Proust de Vila Isabel, esse Stanislaw da Muda, Guimarães da Tijuca, é uma flor de amigo e de poeta, uma Rosa de Pessoa. Tem a Zona Norte de sua cidade cravada no peito esquerdo, ao lado do escudo do Vasco. É um dos maiores cariocas que se conhece.


A suburbana e suburbanista que canta como quem explode é voz de nossas vozes desde que o samba é sonho.
Quero esses dois em minha caixinha de música, para sempre.

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O show “Dorina canta Aldir” acontece dias 16 e 17 de junho, às 20 horas, no Teatro Municipal Ziembinski.
 

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