Especial

Abel e o caráter das canções

Por Luís Pimentel - 01/08/2016

Um dos mais inspirados letristas da MPB, o ótimo poeta (e também ficcionista, conheço um livro seu de contos, o eletrizante “Açougue das almas”) Abel Silva divide a autoria de composições, desde que começou a faze-las, com grandes nomes da canção brasileira. Boa parte dessa produção é interpretada com talento e amor surpreende por grandes nomes da MPB, no álbum “A bel prazer” (Biscoito Fino), que acaba de ser lançado.


Como escreveu o especialista Zuza Homem de Melo, no encarte, o nome de Abel Silva já pertence à “galeria que só admite os maiorais”. Entre os parceiros, também sem dúvida nenhuma maiorais, estão no repertório deste disco a pioneira, presente e constante Sueli Costa (talvez a mais perfeita tradução para os seus versos), Moacyr Luz, Roberto Menescal, Moraes Moreira, Francis Hime, Geraldo Azevedo, Cristóvão Bastos, João Callado, Amaro Pena e Fernando Moura. Parcerias com João Bosco, ao lado de quem compôs pelo menos uma obra-prima, “Quando o amor acontece”, não estão presentes.


O timaço de intérpretes – outro ponto alto do disco – é formado por (pela ordem) Simone, Tereza Cristina, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Leila Pinheiro, Geraldo Azevedo, Moacyr Luz, Marcos Sacramento, Fagner, Mariana de Moraes, Pedro Miranda, Moska, Sueli Costa e Bettina Graziani.

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Ainda segundo Zuza, “Abel Silva dá caráter às canções”. Seus parceiros e intérpretes também. Por isso que “A bel prazer”, seu álbum autoral, é uma preciosidade.
 

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